quarta-feira, 29 de junho de 2011

É como um efeito secundário


Desejamos mal ao próximo, invejamos. Para quê esforços, sacrifícios e lutas, se de um momento para o outro tudo acaba, nós acabamos? Abandonamos o mundo numa questão de segundos. Não sabemos o que o futuro nos reserva. Somos pouco, aliás somos um nada. Às vezes, decisões que julgamos serem apenas "mais uma", determinam a nossa vida, ou então acabam com ela. Sim, o fim da vida. A situação mais difícil para o ser humano ultrapassar. O simples acto de ver uma foto ou vídeo é motivo para chorar o resto do dia. Porquê? Porque sabemos que não vamos mais falar com essa pessoa, não vamos mais voltar a ver aquela pessoa daquela forma. É nestas alturas que a saudade vem e a revolta acompanha-a, só queremos destruir o mundo.
Depois, sempre que acontecem casos semelhantes (Angélico Vieira), choramos por ele, sentimos muito aquela dor, embora não se tenha conhecido a pessoa, ficamos susceptíveis a este "efeito secundário". Também choramos porque à nossa memória vem o nosso caso e imaginamos a dor daquela família. Dor essa que ninguém é capaz de apaziguar com nenhuma palavra, com nenhum acto, não é possível e pronto! Por vezes, é preferível que nos deixem sós, a chorar, a viver a nossa dor. Por outro lado, sabe bem quando alguém nos abraça nos momentos em que os rios de lágrimas cessam, mas no momento do abraço, o rio volta a correr, no entanto, aí temos alguém a apoiar-nos. Não dá para controlar, não dá!
Estou solidária com todos os que sofrem com isto.

P.S.
 
"Tua alegria não será esquecida
Sabemos que não queres tristezas entre nós
És um exemplo para agarrar a vida 
Meu puto, acredita, estarás sempre entre nós"

 R.I.P Angélico Vieira

4 comentários:

ana pinto disse...

ele merece tudo de bom, nunca será esquecido !

joanarocha disse...

somos duas querida :$ ele nunca sairá da nossa vida, nunca :'

Cinda disse...

Adorei o texto! Foi horrivel o que aconteceu :x

Pedro Miguel SIlva Macedo. disse...

Grande texto (':