quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ataque



Sentem uma ameaça. É melhor atacar. Palavras, actos, comportamentos, crenças, valores, opiniões, factos,... tudo serve de munição. O alvo parece tranquilo, ingénuo, alheio ao que se está a passar, desprevenido. O melhor estado, o mais favorável ao inimigo. A contagem decrescente começa, o momento de atirar aproxima-se cada vez mais, e o factor a abater continua nas mesmas condições. O inimigo enche-se de júbilo e prazer: está prestes a aniquilar de forma inequívoca o seu principal adversário. Três, dois, um. Atiram. Começou o ataque, o alvo está a ser bombardeado e não pode fazer nada para poder impedir que tal aconteça. Cai inanimado. Os seus oponentes viram costas satisfeitos por a tarefa ter sido bem sucedida. Enganaram-se. Por vezes, a questão é deixá-los achar que são mais inteligentes, quando na verdade mais de metade dos seus neurónios estão fora de serviço. Voltei a levantar-me. Sacudi o pó e tratei dos ferimentos. Apesar de me terem atingido, não tiveram pontaria suficiente para ferir o meu orgulho. Falharam em tentar fazê-lo, ele cresceu e eles outrora pensaram que o iriam extinguir. Erros de cálculo. Défice de inteligência. Falta de conhecimento do adversário, mas, sobretudo, das suas capacidades.

3 comentários:

Marley James disse...

Adoro a forma como escreves (: sigo *

Marley James disse...

Adoro a forma como escreves (: sigo *

Catarina Francisco disse...

gostei do teu blogue, beijinho*