quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Vazio Totalmente Preenchido #4



À hora de almoço, Vitória sentou-se à mesa sozinha, visto que os seus pais estavam a trabalhar. Não tinha apetite, só pensava em Santiago, e começava a ter medo daquilo.
No restaurante ao pé da sua casa, estava Santiago a almoçar com uns amigos.
- E então Santi? Novidades? - perguntou Pedro, o seu melhor amigo.
- Que foi?
- O que se passa contigo? Estamos a chamar por ti há horas e tu não respondes!
- Oh... estava a pensar no encontro com a...- disse ele com um sorriso rasgado.
- Quem  Santi? Quem? Eu vi logo que havia uma miúda - comentou o Pedro com um ar de gozo.
- É a Vitória, aquela rapariga que te falei há algumas semanas.
Eram sensivelmente duas horas da tarde quando Vitória saiu de casa e foi a caminho do parque, e ao contrário do que tinha acontecido no encontro anterior, Santiago já estava lá, sentado na relva e, assim que a viu, acenou-lhe.
- Oh meu Deus, estás tão lindo! - disse ela estupefacta.
- Bem, obrigada. A intenção era essa.
Falaram muito, brincaram, até que...
Até que durante uma brincadeira, Vitória deixou cair o seu telemóvel e Santiago baixou-se para o apanhar. Quando o estava a entregar, ficou hipnotizado no olhar dela, e vice-versa. À medida que se aproximavam, o que os unia parecia mais forte.
Santiago pensava: "Por favor, Vitória. Não te afastes, eu quero provar-te que te amo."
Já o pensamento de Vitória era o seguinte: "Vitória, desvia-te. Mas... Porque é que tu não consegues, deixa-o!"
Beijaram-se. Havia magia, algo sobrenatural. Aquele beijo durou apenas um minuto, mas durante esses sessenta segundos, muito se transmitira dos lábios dela para os dele e no sentido oposto.
Pararam e Santiago voltou a olha-la nos olhos e entregou-lhe o telemóvel. A face de Vitória estava completamente apática, tinha sido completamente sedada pela doçura e pelo carinho daquele beijo. Nunca tinha sentido aquilo de todas as vezes que beijara Miguel.
Santiago, ainda fora de si, disse:
- Vou ter de ir, tenho que chegar a tempo do jantar - mentiu, só queria chegar a casa e reflectir sobre aquilo.
- Está bem.
Santiago, deu-lhe um beijo na cara e foi para casa.
Vitória fez o mesmo. Até sair do parque, parecia uma criança a saltitar e com um sorriso que ninguém iria conseguir apagar, nem mesmo todas as lembranças que tinha de Miguel.
No entanto, enquanto trocavam mil carícias num único beijo, Marta, a melhor amiga do seu ex-namorado, se é que se podia chama-lo disso, viu tudo isso.

6 comentários:

your love is my name disse...

de nada :))
gostei*

J disse...

Aposto que vai arranjar confusão. Porque é que tem de haver sempre uma ca*** no meio da história?

Sarafaela disse...

está lindooo, quero saber o resto ...

vii fernandes disse...

está tão lindo o texto :) e a música do blog é LINDA !

Sarafaela disse...

de nada querida

J disse...

Esperemos bem que fiquem mesmo.
De nada:)